segunda-feira, 22 de agosto de 2011

OPERAÇÃO ÁGATA- Missão do Correio Aéreo leva atendimento médico para comunidades isoladas.


Profissionais de saúde da FAB atenderam população residente na fronteira entre Brasil e Colômbia.

Renan Contrera
renancontrera@hotmail.com


                                            Fotos:Divulgação
Mal o avião pousa e a notícia já se espalha: é dia de atendimento médico. A cena ocorreu nesta terça-feira (16/8) em Vila Bittencourt, comunidade que fica às margens do Rio Japurá, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Começava assim mais uma missão do Correio Aéreo Nacional (CAN) para atender famílias que muitas vezes precisam enfrentar horas de embarcação para encontrar a unidade de saúde mais próxima.
Cinco médicos da Força Aérea Brasileira (FAB) e dois auxiliares puderam atender os moradores do local, além de familiares do Exército Brasileiro que trabalham no Pelotão Especial de Fronteira onde foram realizados os atendimentos. Odontologia e clínica geral foram as especialidades mais procuradas, além de pediatria, dermatologia e ginecologia. 
A moradora Marlene Silva de Matos, 55 anos, diz que fica ansiosa esperando pelos dias em que algum tipo de atendimento médico vá até a comunidade.
"Quando a gente sabe que vem o médico daí de fora para a gente é muita coisa. Às vezes tem criança que precisa de uma consulta", explica.

O Capitão Dentista Adilson Nascimento diz que os profissionais de saúde que participam das missões do Correio Aéreo Nacional visitam locais onde a presença deles é fundamental.
"A gente encontra um cenário de muita carência, carência assistencial mesmo. As pessoas têm as necessidades para tratamento e, no entanto, não tem o profissional, não tem a estrutura", ressalta.

Nessa missão, ele e a equipe seguirão ainda para Yuaretê e Pari Cachoeira. Os médicos levam equipamentos e remédios para locais onde às vezes não há sequer luz elétrica para realizar o trabalho. Mas para o Capitão Adilson o desafio é um orgulho.
"Era muito mais cômodo pra mim não ter saído do Rio de Janeiro e ter vindo para um local completamente distante. Mas para mim não era suficiente. Eu queria participar do trabalho da Força Aérea", diz.