terça-feira, 13 de setembro de 2011

OPERACIONAL - Força Aérea demonstra capacidade de realizar missões em situações adversas.


Em áreas de seca ou enchente, militares atuam em diferentes regiões brasileiras.


Renan Contrera
renancontrera@hotmail.com

                                                                                                                       Fotos:Divulgação

A atuação em situações climáticas adversas tem exigido flexibilidade e dedicação dos militares da Força Aérea Brasileira (FAB). Como o território brasileiro tem mais de 8 milhões de km², algumas áreas têm sido castigadas por fenômenos ambientais e atmosféricos opostos. Enquanto no Estado de Santa Catarina (SC) a população sofre com excesso de chuva, no Distrito Federal (DF) e em Itatiaia (RJ) a seca e a estiagem têm provocado focos de incêndio. Realizando ações nestes três locais, as asas fixas e rotativas da FAB tem demonstrado sua capacidade de realizar missões simultaneamente e amenizar o sofrimento da população.
Na região Sul, foram empregados dois helicópteros, um H-34 Super Puma, do Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (3º/8º GAV), e um BlackHawk, do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAV); na Capital Federal, Hércules C-130, Primeiro Grupo de Transportes de Tropa (1ºGTT); e no Parque Nacional de Itatiaia, um H-34 Super Puma também do 3º/8º GAV.
Em Santa Catarina, a enchente é considerada a segunda pior da história do Estado. No município de Rio do Sul, onde as ações da Força aérea se concentraram, o nível do rio Itajaí-Açú subiu 12,96 metros. Cerca de 25 toneladas de suprimentos, incluindo água potável e mantimentos, foram transportadas. “Temos a certeza de que foi um fator importante para amenizar o sofrimento das vítimas das enchentes", afirma o Coronel Aviador Paulo Roberto de Barros Chã, Comandante da Base Aérea de Florianópolis.
Em Itatiaia, como o acesso terrestre ao local do incêndio era de extrema dificuldade, a Força Aérea atuou no transporte de brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) para o ponto mais próximo possível aos focos. O Super Puma também prestou apoio logístico levando material para combater o incêndio e alimentação para os brigadistas. Antes da chegada da Aeronáutica, os deslocamentos por terra duravam entre quatro e cinco horas e parte do percurso era feita à pé. Já com o helicóptero, cada deslocamento durava entre 10 e 15 minutos.


Em Brasília, uma série de missões de combate aos incêndios florestais tem sido realizada. O Hércules C-130, equipado com um sistema aéreo de combate ao fogo pode lançar 12 mil litros de água em uma área de 500 metros de extensão e 50 metros de largura. O trabalho inicial concentrou-se nos arredores do aeroporto de Brasília, onde a fumaça poderia atrapalhar o tráfego aéreo. "Além do aeroporto, nós também vamos atuar nas áreas críticas que os bombeiros indicarem", revela o Tenente Coronel Aviador Marco Aurélio de Oliveira, comandante do Primeiro Grupo de Transportes de Tropa (1ºGTT), e um dos pilotos das missões.
Fonte: Agência Força Aérea