sexta-feira, 11 de maio de 2012

ÁGATA 4 - Forças Militares realizam barreiras no Oiapoque

Renan Contrera
renancontrera@hotmail.com
                                                                                            Foto:Agencia Força Aérea 

Para coibir delitos na faixa de fronteira norte do país, especialmente com a Guiana Francesa, a Força Tarefa Oiapoque realiza o controle terrestre e fluvial dos acessos ao município de Oiapoque. Na última terça-feira, foi estabelecido um posto de bloqueio e controle na BR 156, em cooperação com a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Ibama, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Polícia Militar, Força Nacional de Segurança e Funai; e um no Rio Oiapoque, nas proximidades da cidade guiana de São Jorge.

Nas abordagens, os agentes federais verificam contrabando, ilícitos e irregularidades documentais, bem como o transporte de animais silvestres e alimentos. Este último tem sido uma grande preocupação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que, desde 1996, vem lutando para frear o avanço da praga conhecida como “mosca da carambola”, que entrou no país vindo da Guiana Francesa e que pode se espalhar e destruir diversas frutas brasileiras, causando sérios prejuízos à atividade no país. “Nas abordagens que realizamos, verificamos os produtos alimentícios transportados, recolhemos amostras e os apreendemos, caso possam comprometer a agricultura nacional”, explica a agente Wilda da Silveira Pinto.

Segundo o Comandante da Força Tarefa Oiapoque, General de Brigada Humberto Francisco Madeira Mascarenhas, no âmbito da Operação Ágata IV, as Forças Armadas tem a função de apoiar às agências e instituições governamentais, assegurando transporte, segurança e logística para que cada qual possa realizar seu trabalho ao longo da fronteira do país, já que as dificuldades de acesso e de segurança inviabilizam a fiscalização de muitas delas. Neste apoio, os militares recolhem informações estratégicas e projetam a presença do Estado em toda a região.

“Em muitos casos, as agências têm dificuldade de acesso e de segurança para cumprir suas atividades. Desta forma, realizamos reuniões com todas elas para elencarmos suas necessidades, que são agregadas e transformadas em missões conjuntas”, explica o General Madeira.


Fonte: Agência Força Aérea