sábado, 25 de maio de 2013

ÁGATA 7 - FAB apoia ANAC em inspeções na região da fronteira oeste

Renan Contrera
renancontrera@hotmail.com



A Força Aérea Brasileira (FAB) apoiou a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) durante as inspeções realizadas em aeronaves e pistas de pouso nos dias 18, 19 e 20/5, durante a Operação Ágata 7. As ações ocorreram nas cidades de Vila Bela da Santíssima Trindade/MT (sem ocorrências), Pontes e Lacerda/MT (uma aeronave suspensa por não portar o Certificado de Aeronavegabilidade, apólice de seguro e licença de estação) e Cáceres/MT (sem ocorrências).
A aeronave empregada nas missões foi um C-98 Caravan, do 1º/15º GAV (Esquadrão Onça), da Base Aérea de Campo Grande (BACG). Segundo o Comandante do 1º/15º GAV, Tenente Coronel Aviador Ricardo Feijó Pinheiro, “esse tipo de missão é muito interessante, pois, por meio de um trabalho conjunto entre a ANAC e a FAB, o órgão federal consegue fiscalizar aeronaves e pistas de pouso. Além disso, a missão também exige maior perícia dos pilotos, tendo em vista que as pistas nas quais eles pousam, muitas vezes, são de grama ou cascalho, têm poças de lama e, em algumas situações, até animais nas laterais”.
A equipe que realiza a ação é composta por tripulação (pilotos e mecânico), seguranças (militares do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica) e fiscais da ANAC. O Capitão de Infantaria Vinicius França Lins, que atua como chefe da equipe de segurança na ação, é Comandante da Companhia de Infantaria do Núcleo da Base Aérea de Santos, mas também está atuando na operação. Ele destaca a atuação de segurança aos fiscais da ANAC. “Trabalhamos para garantir a integridade física e moral dos inspetores, para que eles possam realizar o seu trabalho da melhor maneira possível, sem interferência”.
Para o Gerente-Geral de Ação Fiscal da ANAC, Claudio Ianelli, o “motivo da ida à região oeste é a oportunidade de fiscalização presencial em aeródromos localizados em uma região remota, com significativo movimento de aeronaves da aviação geral. Os resultados esperados são: verificação de possíveis irregularidades presentes nos aeródromos, aeronaves e pilotos que passarem pela fiscalização, bem como contribuir para a melhoria da segurança operacional dos voos nas regiões monitoradas. As irregularidades identificadas serão tratadas administrativamente. A fiscalização da ANAC estará presente em mais de 35 aeródromos nas regiões de fronteira, além do efetivo de 30 servidores atuando na Operação Ágata 7. O apoio das forças armadas é de suma importância para o deslocamento dos Inspetores da ANAC e para a efetivação das inspeções, bem como transmitir à população a mensagem da presença dos órgãos governamentais de forma sinérgica”.
Essa operação é realizada de forma conjunta pela Marinha do Brasil (MB), Exército Brasileiro (EB) e Força Aérea Brasileira (FAB), sob coordenação do Ministério da Defesa (MD).


Fonte: Agência Força Aérea