sábado, 23 de julho de 2011

O Corpo de Bombeiros de São Paulo realiza simulado de ataque a bomba em hotel na capital.

Renan Contrera
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Um atentado terrorista deixa 30 pessoas feridas na tarde desta sexta-feira (22), no hotel Hyatt, na Avenida das Nações Unidas, na zona oeste da Capital. Dois homens driblaram a segurança com uniformes parecidos com os dos funcionários do estabelecimento. Três explosões aconteceram em seqüência: a primeira, num carro parado em frente ao prédio, outra dentro do hotel e uma última na entrada da suíte presidencial. 



Vitima sendo atendia pelos Bombeiros e médicos.

O cenário em que o hotel Hyatt serviu de palco faz parte dos preparativos das polícias de São Paulo para a Copa de 2014. Até lá, outras simulações serão realizadas em lugares públicos da cidade. O Corpo de Bombeiros realiza a cada seis meses simulações de treinamento. Já foram feitas da queda de um avião e de um acidente de trem. Esses exercícios serão intensificados com a proximidade da Copa.

“O treinamento tem a finalidade de colocar o policial o mais próximo da realidade. É como se ele estivesse em uma situação real. O evento tem o objetivo de aprimorar a técnica, a tática dos comandantes e promover a integração entre os diversos órgãos envolvidos”, explicou o comandante do Corpo de Bombeiros de São Paulo, coronel Luiz Navarro.

Embora tenha sido uma simulação, o treinamento foi executado com muita seriedade por todos os envolvidos, inclusive pelos funcionários e hóspedes do hotel, que participaram como se fosse um evento real.  Todas as medidas de segurança foram adotadas para que nenhum acidente de verdade acontecesse. “Foi um treinamento mas todos os explosivos utilizados eram reais. Isso requer do policial tranqüilidade para desarmar o artefato que não foi estourado com segurança”, disse o capitão Iron Sergio Ferreira da Silva, do Grupo de Ação Tática Especial (Gate).

Grupo de Ações Táticas Especiais GATE.

O Gate é um grupamento especial da Polícia Militar, um dos mais bem preparados do país para situações de alto risco, resgate de reféns e desarmamento de bombas. “A simulação provoca no policial memória muscular e de comportamento, são situações próximas do real em que toda a doutrina e técnica são evocadas”, explicou o tenente Paulo Augusto Aguilar, do Gate.

O diretor do Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências (Graal), Pedro Rozolen, disse que o grupo aproveitou para mapear os quesitos que precisam ser melhorados. “Sabemos que na situação real tudo é muito pior. O caos se instala. Por isso, é importante o treinamento constante. Todas as ‘vítimas’ foram orientadas a simular um quadro clínico o mais verdadeiro possível para que os médicos e enfermeiros pudessem diagnosticá-los”, revelou.

A simulação contou com a participação do Corpo de Bombeiros, Equipes de Policiamento de Área, Policiamento de Trânsito, Policiamento de Choque através do Comando de Operações Especiais (COE) e do Gate, Grupamento Aéreo da Polícia Militar, cães do Canil da PM, peritos da Polícia Técnico Científica, IML, além de outros órgãos municipais e estaduais. Participaram da simulação 133 homens, 37 viaturas e um helicóptero Águia.

Momento da chegados Bombeiros.

A simulação

Dois homens usando uniformes semelhantes aos dos funcionários do hotel Hyatt descem de um veículo e deixam uma bomba no interior. Outros dois explosivos são deixados em outro carro e no estacionamento do hotel. A quarta bomba é colocada em frente à suíte presidencial.

Em poucos minutos, o explosivo colocado no estacionamento explode, gerando muita fumaça mas, aparentemente, não fazendo vítimas. Em seguida, o artefato deixado na suíte presidencial é acionado, provocando fumaça e dano na estrutural do hall de entrada, impedindo o acesso à suíte.

O casal que está hospedado no quarto entra em pânico e pede socorro na sacada. Uma terceira explosão, ainda mais forte, ocorre no veículo deixado na entrada do hotel. A fachada do edifício é danificada e diversas pessoas que estavão no salão ao lado ficam feridas.

A primeira equipe dos bombeiros chega em poucos minutos. Um posto de comando é montado para gerenciar os recursos e coordenar as ações. Policiais do Grupamento Aéreo, Gate e do Corpo de Bombeiros descem de rapel de helicóptero até a suíte presidencial.

Algumas vítimas são resgatadas pela escada mecânica de uma viatura dos Bombeiros. No Salão de Conferência, cães são utilizados para localizar pessoas soterradas. Todas as vítimas são levadas para o Posto Médico Avançado (PMA).

Por último, cães do Canil do Policiamento de Choque da PM encontram uma bomba deixada em um veículo estacionado em frente ao restaurante. O artefato é removido pelo GATE. Após a extinção dos focos de incêndio, equipes da PM prendem os dois envolvidos no atentado.
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Texto:Elson Natário
Fonte:Secretaria Segurança Publica de São de Paulo