segunda-feira, 2 de abril de 2012

Homenagem ao Capitão Av ANDERSON AMARO Fernandes.

Renan Contrera
renancontrera@hotmail.com 


Hoje 02 de Abril infelizmente faz dois anos que um pessoa deixo a gente para voar mais perto de Deus o Capitão Aviador ANDERSON AMARO Fernandes da Esquadrilha da Fumaça, que em um trágico acidente aéreo em demonstração na cidade de Lages veio a falecer e nos deixando.



"Eu me lembro direitinho quando recebi um poster da Esquadrilha da Fumaça com o autografo de todos os pilotos, e exatamente duas semanas depois ao chegar em casa depois de um evento ligo a Tv vejo a noticia que um piloto da Esquadrilha da Fumaça caiu em pleno em uma demonstração em Lages vindo a falecer, ai eu fui ver se ele tinha autografado o meu poster e tinha, e onde eu fique mais triste..." disse Renan Contrera diretor desse Blog.


Fotos: Internet 
Anderson Amaro Fernandes nascido em Fortaleza-CE em 20 de Abril de 1976, na qual completaria por volta de 36 anos, ingressou na Força Aérea Brasileira em 1996, na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), sendo declarado Aspirante a Oficial em 2000. Realizou os seguintes cursos: Ala da Aviação de Ataque, Instrutor de Voo, Trafico Aéreo Internacional e Líder de Esquadrilha na aeronave T-27.


Em 2001 foi para o CATRE, em Natal-RN. Prosseguiu, em 2002 para o 2ºELO na BASC, onde permaneceu até 2003. Retornou para a Academia da Força Aérea em 2004, onde desempenhou as seguintes funções: Auxiliar de Operações de Esquadrilha e Chefe da Ajudância do 1ºEIA, Operações e Comandante de Esquadrilha no 1ºEIA. Sua ultima função era a Chefia de Subseção de Patrimônio.

Aeronaves voadas: TZ-13, T-25 e T-27.


O Cap Av Anderson Amaro pertenceu ao efetivo do Esquadrão de Demonstração Aérea no período de 2007 a 2010. Ocupou a posição de voo número 2 até 2009. Em 2010 em seu quarto ano na Esquadrilha da Fumaça, assumiu a posição de voo reservada aos pilotos mais experientes, a número 7. Faleceu no cumprimento de sua missão.


Todos os céus eram de brigadeiro!

Não havia tempo ruim para o nosso amigo Anderson Amaro. Todos os dias eram de sol. O eterno sorriso estampado na face nos fazia acreditar que, em seu dicionário pessoal, a palavra "problema" não existia . Para ele apesar do humor nem sempre constante das nuvens, não havia "meu tempo".

Ainda que o passar dos anos o tenha talhado para  a liderança, Anderson Amaro se mantinha humilde. Por vezes, humilde ao extremo. Obstinado ao extremo. Anderson Amaro Fernandes.

No dicionário de Anderson, também não havia a palavra "não". Ao longo dos últimos quatros anos, distribuiu ao publico sorrisos e paciência. Dava autógrafos, posava para fotos e respondia ás inúmeras perguntas com a simplicidade de um menino. Nosso menino Capitão...

Encantadoramente paradoxal em sua sua essência, Anderson Amaro tinha , sim, o coração inocente num corpanzil de guerreiro. Lutou como poucos pelas próprias vontades e teve coragem para enfrentar as adversidades muitas. Ora se viu obrigado a voar solo; ora voou com a ajuda dos amigos - incontáveis  - que soube arrebanhar pelas rotas da vida. Era, pois, a referência do lar e dos muitos que deixou na terra natal, Fortaleza, no Ceará, para quem o oficial foi - e é - exemplo de coragem. 

Anderson Amaro também deixa um currículo que, á primeira vista, se assemelha ao de muitos outros profissionais  da Força Aérea Brasileira. Mas cada um de nós risca o céu com sua história... E assim ele o fez. Deixou no ar um rastro marcado por sucessivos episódios de superação pessoal, antes mesmo de ingressar na EPCAR. Em pleno teste físico, durante o processo de seleção, o menino candidato se recuperava de uma cirurgia. Sofreu calado a dor e a expectativa. Ambas foram vencidas com o braço forte de superação. 

Depois da EPCAR, passou pelas Bases Aéreas de Natal, de Santa Cruz, até a chegada á Academia da Força Aérea, em Pirassununga, onde, reconhecendo suas limitações e  habilidades, soube se doar pelo grupo, com o grupo, nos interesses do grupo.

No currículo, Anderson também contabilizou exatas 3.800 horas e 40 minutos de voo e 186 demonstrações na Esquadrilha da Fumaça, das quais 179 como número 2 e 7 como número 7. Apenas Anderson, porém, sabia o significado de cada uma dessas marcas operacionais. Muitas dessas foram dedicadas a instruir o futuro da Força: os cadetes da Academia. Outras tantas foram colecionadas com esforço em missões de treinamento para, rapidamente, juntar as horas necessárias e se  submeter ao Conselho Operacional do Esquadrão de Demonstração Aérea. As demais, acumuladas com imenso prazer, colaborando no cumprimento da missão da Esquadrilha da Fumaça do Brasil. Em seu último ano de Esquadrilha, ocupou a posição designada aos pilotos mais experientes, voando como solo no número 7.

Costumava dizer que o Tucano era a sua casa. E, como que prevendo o que viria a ocorrer , sempre preparou os familiares. Dizia reiteradas vezes que, se algum imprevisto acontecesse, que não se preocupassem. Ele estaria feliz.

Anderson nasceu para voar. E, queira Deus, continue voando com suas próprias asas, no mesmo céu que fez a felicidade do menino Capitão.

A Esquadrilha da Fumaça continua as suas atividades, com a lembrança de um sorriso estampado na face. Persistimos em levar alegria, com certeza de que essa é a vontade do Capitão Anderson Amaro Fernandes.

Que, do azul celestial, ele guie nossos voos. 

E que os nossos céus continuem sendo de brigadeiro.

Mensagem retirada da revista 2010 da Esquadrilha da Fumaça.

Ao mestre com carinho...

Capitão Aviador Aviador Anderson Amaro Fernandes

De: 
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