sábado, 12 de maio de 2012

Serie de Reportagem: As aeronaves que já foram utilizadas pela Esquadrilha da Fumaça.

Renan Contrera
renancontrera@hotmail.com


A Esquadrilha da Fumaça já utilizou vários tipos de aeronaves nacionais e internacionais veja mais sobre elas.




AT-6 - North American "Texan"

Historia                                                              Fotos:Arquivo Esquadrilha da Fumaça 

T-6 a primeira aeronave da Esquadrilha da Fumaça. 
O North American AT-6 (designação original, mudada após a 2a. guerra para T-6) foi o vencedor, em 1937, de uma competição entre os grandes fabricantes norte-americanos, visando à escolha de um novo treinador de combate para a Força Aérea.

Era Basicamente um North American BT-9 (de trem fixo e motor de 400 HP), reequipado com um motor Pratt&Whitney "Wasp" de 600 HP, e modificado para trem retrátil. Então designado BC-1 e dotado de armamento leve, o avião foi um sucesso total, recebendo designação SNJ na versão para a Marinha. Em 1940, seu modelo melhorado BC-1A recebeu a designação militar AT-6, de "Advanced Trainer" (SNJ-3 para a Marinha). A produção total dos AT-6 atingiu 15.649 unidades, sendo que o último deles foi fabricado em 1954 no Canadá.

Desse total, 81 foram montados no Brasil pela Fábrica de Aviões de Lagoa Santa, MG, dentre 1945 e 1952, uma boa parte deles com elevado grau de nacionalização. No Brasil, os T-6 da FAB só vieram a ser desativados em 1974 (na Fumaça foram usados até 1976), substituídos gradualmente pelos Neiva Universal. Hoje, dos 150 que voavam na FAB em 1973, somente seis T-6 ainda operam regularmente com prefixo civil.
Período de utilização: 1942 a 1976
Fabricante: North American Aviation - USA
Emprego: Treinamento avançado, Esquadrilha da Fumaça, tiro e borbardeio
Características: Monoplano, asa baixa, monomotor, biplace em tandem

Especificações Técnicas

Motor: Pratt & Whitney R-1340-AN-1 de 600 Hp, radial de 9 cilindros
Envergadura: 12,80 m
Comprimento: 8,83 m
Altura: 3,56 m
Superfície alar: 23,59 m²
Peso vazio: 1.886
Kg Peso máximo: 2.404 Kg
Velocidade máxima: 337 Km/h
Razão de subida: 365,76 m/min
Teto: 6.553 m
Alcance: 1.006 Km

Imagens / Ilustrações**

T6
T-6D FAB 1588, Escola de Aeronáutica. T-6D, Esquadrilha da Fumaça - 1º padrão de pintura
T-6
T-6C FAB 1295, Esquadrilha da Fumaça - 2º padrão de pintura
T-6
T-6D FAB 1559, Esquadrilha da Fumaça - 2º padrão de pintura

CM-170 - Fouga "Magister"


História 

T-24  Fouga "Magister"
O elegante treinador básico a jato CM-170 francês, primeiro avião dessa classe a ser fabricado em série no mundo, foi escolhido pelo Ministério da Aeronáutica em 1968 para a formação de uma esquadrilha moderna de demonstração da FAB, com máquinas de jato puro sucedendo os velhos   T-6.

Foram assim importados 7 aviões Fouga CM-170-2 "Super Magister", que passaram a integrar a nova Esquadrilha da Fumaça. Apesar de suas qualidades acrobáticas excelentes - eram aviões adotados pela famosa Patrouille de France -, os "Magister" tinha grande limitação de alcance devido ao consumo elevado de seus reatores, e exigiam pistas asfaltadas para operar. Assim tiveram vida efêmera no Brasil, tendo sido desativado em 1972.

A origem desse treinador, revolucionário para sua época, se situa em 1948, na pequena fábrica de planadores Fouga, na França. Incentivados pela vizinha fábrica de reatores Turbomeca, a dupla de engenheiros Castello e Mauboussin, da Fouga - daí a designação "CM" - deu então início ao projeto de um pequeno bi-reator inteiramente metálico, com assentos em tandem e dotado de leme em "V". Equipado com dois motores Turbomeca "Marboré" - IIA de apenas 400 kgf de empuxo cada internos à fuselagem, o CM-170 voou pela primeira vez em junho de 1952.

Batizado de "Magister", o jatinho da Fouga foi adotado pela Armeé de l'Air e pela Aéronavale na França (sob a denominação "Zéphyr"), tendo sido reequipado mais tarde com reatores "Marboré"-VI, mais potentes. Sua fabricação ocorreu não só na França, sob o posterior controle das firmas Potez e Sud Aviation / Aérospatiale, como em Israel (IAI), Alemanha do Oeste (Heikel/Messerschmidt) e Finlândia (Valmet), atingindo um volume total de 929 unidades até 1969. Os Magister ainda estão ativos até hoje, equipando esquadrilhas de treinamento e ataque de 15 países. Período de utilização: 1969 a 1974.

Informações Técnicas

Fabricante: Sociétè Nationale Industrielle Aérospatíale - França
Emprego: Esquadrilha da Fumaça
Características: Monoplano, asa baixa, birreator, biplace em tandem, empenagem em "V"
Motor: 2 Turbojato Turboméca Marboré VI de 1.058 lb de empuxo
Envergadura: 12,15 m
Comprimento: 10,06 m
Altura: 2,80 m
Superfície alar: 17,30 m²
Peso vazio: 2,310 Kg
Peso máximo: 3.260 Kg
Velocidade máxima: 700 Km/h
Razão de subida: 1.200 m/min
Teto: 12.000 m
Alcance: 1.400 Km

Imagens / Ilustrações**

T-24
T-24 FAB 1724, Esquadrilha da Fumaça - primeira aeronave da Esquadrilha a soltar fumaça colorida, apenas 46 demonstrações realizadas


(N-621) - Neiva T-25 "Universal"


T-25 Universal 

Historia  

Em 09/04/1966, o primeiro protótipo do N-621 realizava seu vôo inaugural, decolando da pista de São José dos Campos (SP) sob o comando do piloto de provas Brasílico Freire Neto. Destinado a ser o sucessor do legendário North American T-6 na FAB, o avião tinha o prefixo experimental PP-ZTW e suas linhas elegantes seguiam os cânones de design aeronáutico instituídos pelo genial projetista italiano Stelio Frati. 


Já nesse primeiro vôo, Brasílico classificava a aeronave como um puro-sangue. Sua história teve início de 1962, quando o Ministério da Aeronáutica, cujo orçamento modesto impedia a importação de treinadores Beech T-34 "Mentor" e Pilatus PC-2, contatou a Indústria Aeronáutica Neiva, então fabricante dos Paulistinha P-56 e Regente C-42 e L-42 em Botucatu (SP), para projetar e construir um monomotor de treinamento básico-avançado.

Trabalhando num escritório-oficina de protótipos em S. J. dos Campos, um equipe liderada pelo experiente Joseph Kovacs criou assim o primeiro monomotor brasileiro de alto desempenho destinado a ser fabricado em série: o Neiva "Universal", N-621 para o fabricante, T-25 para a Força Aérea Brasileira. Em dezembro de 1967, a Neiva ganhou o contrato para a fabricação de 150 "Universal", em linha de montagem especificamente criada junto ao aeroporto de S.J. dos Campos.
Em 07/04/71, era entregue à FAB o primeiro T-25, já bem diferenciado do PP-ZTW devido a modificações impostas pelos requisitos militares. No início de 1975, as 150 unidades já haviam sido produzidas: 140 foram incorporada à FAB, incluindo a versão armada T-25A, destinada a integrar os esquadrões de reconhecimento armado (EMRA), e outras 10 foram exportadas para o Chile. 
Outras 28 unidades foram posteriormente encomendadas pela FAB, tendo sido entregues até 1979. A Esquadrilha da Fumaça, desativada desde 1976, renasceu em 1980 com o "Universal" T-25.
Nota: chegou a ser cogitada a participação brasileira no Campeonato Mundial de Acrobacia de 1975, utilizando um T-25 bastante aliviado de peso e tendo como piloto o saudoso Alberto Berteli. Período de utilização: 1968 até o presente

Informações Técnicas

Fabricante: Sociedade Construtora Aeronáutica Neiva - Brasil
Emprego: Treinamento e Esquadrilha da Fumaça
Características: Monoplano, asa baixa, monomotor, biplace lado a lado
Motor: Lycoming 10-540K 1D5 de 300Hp, horizontal de 6 cilindros opostos e injeção direta
Envergadura: 11,00 m
Comprimento: 8,60 m
Altura: 3,00 m
Superfície alar: 17,20 m²
Peso vazio: 1.150 Kg
Peso máximo: 1.700 Kg
Velocidade máxima: 275 Km/h
Razão de subida: 320 m/min
Teto: 5.000 m
Alcance: 1.150 Km

Imagens / Ilustrações**

T-25
T-25C FAB 1850, Esquadrilha "Cometa Branco", Academia da Força Aérea (1980-1983).

EMB-312 - T-27 Tucano


Historia 

T-27 na cor vermelha 


O EMB-312 T-27 Tucano foi desenvolvido para substituir os jatos Cessna T-37, sendo que seu protótipo voou pela primeira vez em 16 de agosto de 1980. Três anos mais tarde, em setembro de 1983, as primeiras unidades já eram entregues à Força Aérea - com a designação T-27 para treinamento e AT-27 para configuração armada - totalizando 133 aeronaves.
História


Sua principal base de operações no Brasil se localiza em Pirassununga, onde os cadetes do 4o. ano praticam manobras avançadas nessas aeronaves.

O T-27 Tucano inovou o mercado ao introduzir, entre outras novidades, assentos ejetáveis Martin Beaker BR8LC em seu conjunto. Sua cabine é similar a de um caça e visa a familiarizar o Cadete, a este tipo de aeronave.
O T-27 na cor atual da Bandeira do Brasil 


Esta aeronave também é produzida sob licença na Inglaterra pela Shorts Brothers, recebendo o nome de Shorts Tucano e também pela Aol de Kadar, no Egito. Também exportados para outros países o Tucano faz parte das forças Aéreas da Argentina (30), Colômbia (14), Egito (54), França (50), Honduras (12), Irã (25), Iraque (80), Paraguai (6), Peru (30), e Venezuela (31). Período de utilização: 1983 até o presente

Informações Técnicas

Fabricante: EMBRAER - Brasil
Emprego: Treinamento
Características: Monoplano, asa baixa, monomotor turboélice, biplace em tandem
Motor: Turboélice Pratt & Whitney PT6A-25C de 750 Shp
Envergadura: 11,14 m
Comprimento: 9,86 m
Altura: 3,40 m
Superfície alar: 19,40 m²
Peso vazio: 1.810 Kg
Peso máximo: 3.175 Kg
Velocidade máxima: 457 Km/h
Razão de subida: 810 m/min
Teto:9.936 m
Alcance: 2.112 Km

Imagens / Ilustrações**

T-27
T-27 FAB 1308, Esquadrilha da Fumaça - 2º padrão de pintura (2001-)
T-27
T-27 FAB 1358, Esquadrilha da Fumaça - 1º padrão de pintura (1983-2000)

Fonte: Esquadrilha da Fumaça