quarta-feira, 18 de julho de 2012

Centro de Lançamento de Alcântara realiza simulação de acidente no Maranhão

Renan Contrera
renancontrera@hotmail.com
                                                                                        Fotos: CLA

Remoção da vítima até helicóptero de resgateO Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, realizou nesta semana (16/07) uma simulação de acidente com o objetivo treinar equipes médicas para uma eventual situação de emergência. A simulação faz parte do cronograma de atividades da Operação Salina, iniciada no último dia 20 de junho, pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). 

A atividade simulou uma situação de acidente nas imediações do Setor de Preparação e Lançamento (SPL), mais precisamente na Torre Móvel de Integração (TMI). No local, ocorrem testes funcionais com um "mock-up" inerte do Veículo Lançador de Satélite (VLS) - uma maquete em tamanho real. Durante a simulação, três acidentados receberam cuidados médicos. O inicio da simulação foi marcado por um sinal de alerta na área da TMI, que colocou as equipes médicas de prontidão. Após o acionamento o Pelotão Contra-Incêndio (PCI) verificou a área, de modo que fosse garantida a segurança dos profissionais de saúde que atuariam no local em seguida. Após a liberação, a equipe médica passou a prestar o atendimento estabilizando o quadro clínico dos acidentados para o transporte aéreo. No mesmo instante, pilotos do Esquadrão Falcão (1º/8º GAV) a bordo de helicóptero H-1H prestaram apoio para realização da evacuação aeromédica, de Alcânatara para São Luís. Ao todo, a simulação do disparo do alarme até a chegada do paciente ao hospital em São Luís levou 1 hora e 45 minutos. Durante a atividade, também foram testados os sistemas de fuga da torre de escape instalada ao lado da nova TMI. 
 

Na Operação Salina, é realizado o transporte, a preparação e a integração mecânica de um "mock-up" estrutural do VLS-1 – estrutura real do veículo com substância inerte em substituição do propelente sólido – e ensaios e simulações para verificação da integração física, elétrica e lógica da Torre e dos meios de solo do CLA associados à preparação para voo do VLS-1. Além do IAE e CLA, participam da Operação Salina com o apoio logístico e de pessoal o COMAR I, II FAE, V FAE, IPEV e IFI.

TORRE MÓVEL DE INTEGRAÇÃO (TMI)Altura: 33 metros
Comprimento: 12 metros
Largura: 10 metros
Peso: 380 toneladas
Deslocamento: 4,5 metros por minuto

Estágio atual: Automatização (fase final)

Operação Salina: A Torre passa por testes funcionais com a integração de um mock-up do VLS-1 inerte (sem combustível e satélite) durante a operação.

VEÍCULO LANÇADOR DE SATÉLITES (VLS)
Número de estágios : 4;
Comprimento total : 19.4 metros
Diâmetro dos estágios (todos) : 1,0 metros
Diâmetro da coifa principal: 1,2 metros
Peso: 49,7 toneladas (na decolagem)

Estágio atual: Ensaios motores foguetes (realizados)
Redes Pirotécnicas (prontas)
Redes Elétricas (em execução)
Ensaios de separação dos estágios (realizados)
Mock-up (estrutura pronta - aguardando redes elétricas e pirotécnicas)
Veículo de voo VLS-VSISNAV (motores em processo de carregamento)

Operação Salina: Um veículo inerte (sem combustível e satélite) foi acoplado à nova TMI durante a operação.


Fonte: CLA