segunda-feira, 22 de julho de 2013

Forças Armadas mobilizam 14,3 mil militares para segurança do evento e visita do papa

Renan Contrera
renancontrera@hotmail.com

 O planejamento de emprego das Forças Armadas durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e visita do papa Francisco ao Brasil prevê a mobilização de 14,3 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. A partir da próxima semana, as tropas estarão atuando no Rio de Janeiro e em Aparecida (SP), locais que receberão a visita do pontífice. Em Guaratiba, onde haverá o encerramento da jornada, e em Aparecida, o efetivo poderá ser utilizado como força policial. O mesmo ocorrerá em locais onde estiver a presidenta Dilma Rousseff e o vice Michel Temer.

Os detalhes foram divulgados nesta quinta-feira (18), pelo comandante do Centro de Coordenação de Defesa de Área (CCDA), general José Alberto da Costa Abreu, e pelo chefe do Estado-Maior do CCDA, almirante Paulo Zuccaro, em entrevista coletiva ocorrida no auditório do Forte de Copacabana, na capital fluminense. O general Abreu explicou que em locais onde não houver a participação das Forças Armadas haverá a atuação de tropas de segurança pública, envolvendo as polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar.

“Fora esse contexto, somente teremos condições de atuar se houver solicitação do governo do Rio”, explicou o general. “No campus Fidei (Guaratiba), teremos a presença militar nas barreiras que montaremos num raio de quatro quilômetros do altar onde haverá a celebração pelo papa Francisco.”

Rio e Aparecida

O papa Francisco inicia a peregrinação no Brasil, na próxima segunda-feira, ao desembarcar na Base Aérea do Galeão, na Ilha do Governador. Nesse instante, o sumo pontífice ficará sob a proteção das forças militares brasileiras. Na base, Francisco será recebido pela presidenta Dilma Rousseff. De lá até o evento, previsto para acontecer no Palácio Guanabara, as Forças Armadas estarão no comando das ações.

Durante a entrevista coletiva, os jornalistas buscaram saber como se dará o uso do aparato militar nos protestos que se intensificaram nas últimas semanas. Em todas as ocasiões em que os profissionais de mídia abordaram o tema, o general Abreu enfatizou que cada momento será tratado em função das circunstâncias. O oficial assegurou que na linha de frente terá a ação das forças de segurança pública, e a participação das Forças Armadas somente acontecerá a pedido dos governadores do Rio e/ou de São Paulo.

“Temos um efetivo de contingência que permanecerá aquartelado. Esperamos que não seja preciso seu emprego”, contou.

Em Guaratiba, no sábado (28) e domingo (29), quando se dará o encerramento da jornada, Abreu contará com sete mil militares, sendo que 400 homens da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada atuarão, em trajes de terno, na área da celebração central. Segundo o general, os cidadãos com acesso a esse local serão revistados pelos militares. Na área de maior concentração, os fiéis serão observados a partir de 94 torres instaladas no campus do evento.

Outra questão indagada pelos jornalistas foi o fato de os dois veículos a serem utilizados pelo papa Francisco não serem blindados. O general Abreu explicou que, para as equipes encarregadas da segurança, o ideal seria que a Santa Sé enviasse os veículos blindados. Entretanto, como isso não ocorreu, a atenção será desdobrada.

Em Aparecida, o CCDA de São Paulo, sob o comandado do general William Abrahão, terá à disposição 4.040 militares. O papa irá à basílica na próxima quarta-feira (24). Ele celebrará missa no interior do santuário com a participação de cerca de 20 mil pessoas. Em seguida, abençoará os fiéis que estarão na parte externa, com estimativa de 216 mil religiosos.

Concluída a entrevista do general Abreu, iniciou-se a exposição do assessor da Secretaria Extraordinária para Grandes Eventos (Sesge), do Ministério da Justiça, José Monteiro, que tratou do emprego das forças de segurança pública.